Sigla cobra por filiação e eleição só após processo seletivo de candidatos

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Sigla cobra por filiação e eleição só após processo seletivo de candidatos

Mensagem por Fernando R Sousa em Seg Jan 11, 2016 2:01 pm

Na “safra” das novas siglas o Partido Novo (PN), o partido nem é tão “novo”, pois foi criado em 2011, mesmo ano da criação do PSD por exemplo, e poderia ‘finalmente’ neste ano participar das suas primeiras eleições no Mato Grosso do Sul, só que o diretório estadual da legenda descarta a obrigatoriedade neste projeto.

A legenda apesar de já ter passado por duas eleições, não disputou nenhuma e ainda “engatinha” nas filiações. Com 80 filiados no Estado, sendo 60 de Campo Grande, pela sua atual estrutura teria como disputar vagas para o Legislativo ou para o Executivo da Capital, onde conta com um núcleo formado, só que não coloca como prioridade essa condição. Com peculiaridades como processo seletivo para disputar eleição e pagamento de “taxa de inscrição” para se filiar, o partido tem projetos que considera “diferenciado”.

Segundo o coordenador regional da sigla Carlos Eduardo Tonissi Nasser, o foco é defender novos valores, sem pressa.

“Nosso partido não é organizado por políticos, e sim por pessoas comuns, que buscam com esse projeto revalorizar a representação democrática. Nosso programa é de médio e longo prazo, por isso não vejo a necessidade absoluta de lançarmos candidato nessas eleições, se for o caso. Queremos colocar em debate as nossas ideias do estado mínimo, da transparência na política, e da melhor aplicação do dinheiro público”, explica Carlos.

Seguindo a linha do “diferentão” o partido tem como meta inclusive “usar o sistema para combater o próprio sistema”, que na visão de Carlos, está falido. “Usaremos o dinheiro do fundo partidário para fazer campanha contra o fundo partidário. Muitas pessoas criticam o bolsa-família, mas o dinheiro que dão para as legendas no Brasil torna a política algo profissional, o que entendemos como anti-democrático. Somos formados por pessoas comuns e alerto para o dinheiro nas campanhas. O interesse público não pode ficar em segundo plano”, destaca Carlos.

Mesmo constituído oficialmente, o diretório regional do Partido Novo, em Mato Grosso do Sul, não possui autonomia para definir a candidatura a eleições, nem a de coligar com outros partidos.

Toda e qualquer decisão política desse porte é feita pela executiva nacional da sigla, com sede em Brasília. Na virtualidade da participação no pleito ser o caminho, uma regra interna proíbe que dirigentes concorram a cargos públicos eletivos.

“É uma norma. Quem se dispuser a se candidatar pelo Partido Novo terá que passar por um processo seletivo, com prova e avaliação interna, outra regra da nossa legenda”, relata o coordenador regional.

Para eleger vereadores, ou até prefeito, PN já tem o mínimo de membros

Com 60 filiados no diretório municipal de Campo Grande, o Partido Novo, conta com um quadro que o permitiria concorrer nas eleições de 2016 com uma chapa pura de candidatos à vereador. A Lei Federal 9504/1997 estipula que a legenda tenha em uma chapa, pelo menos uma vez e meia a quantidade de vagas disponíveis, que na Capital corresponde a 29 parlamentares. Neste caso a exigência seria de que se lançassem 43 nomes.

Fonte: http://www.oestadoonline.com.br/2016/01/sigla-cobra-por-filiacao-e-eleicao-so-apos-processo-seletivo-de-candidatos/

Fernando R Sousa

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